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sexta-feira, 10 de julho de 2015

Pais divorciados

Boa noite, meus queridos.

Faz amanhã um mês que, aos olhos oficiais da lei, os meus pais encontram-se divorciados por comum acordo. Ainda pensei, tendo os meus pais divorciados, fosse convocado para um clube secreto onde já pertencerem muitos e muitos amigos meus. Também pensei, que tivesse descontos adicionais no Continente ou, acesso a cartões-presente na Zara mas.... nem isso! De que serve então, pergunto, ser filho de pais divorciados?

De que serve, pergunto, eles terem-se casado há mais de trinta anos?
Porque motivo, pergunto, não se separaram mais cedo?
O fado dos casamentos é, pergunto, a revogação?


Esta tríade de perguntas ecoam, que nem rastilho, dentro da minha cabeça.

Estou triste ou feliz? Nenhuma das duas palavras revelam o que sinto. Sei, todavia, que estou bem e que desejo que este seja um novo início - Pergunto: Quantos novos inícios são necessários para que se viva feliz?

Na passada 4ªfeira (08/07), caso os meus pais tivessem casados, comemorariam 33 anos de matrimónio. 33 - uma vida.

Com a saída do meu pai de casa, em Janeiro, não voltei a falar com ele. Também não voltei a ter qualquer contacto com a minha família paterna - não os contactei mas, eles também não o fizeram. Fico triste que a vida (o que é, afinal, viver?) tome estes rumos e que as pessoas sejam tão... voláteis.

Também não falo com o meu irmão há mais de um ano. Tenho saudades? Não - apenas gosto de todas as pessoas que fizeram parte da minha vida e, continuo a gostar delas. Ter pessoas vivas mas mortas para nós, é um tortura constantemente difícil de suportar, mas, de aprendizagem necessária e que irá acompanhar-me até ao fim - fim? O que é o fim?

Insisto em não querer perceber o significado da palavra fim. Recuso-me a tal. Recuso-me a desistir e a conformar-me com o fim . Depois do fim há o quê? O que se segue?...

Amor depois do fim?
Acredito, esperançosamente, que sim.


Carlos Drummond de Andrade, por Marília Pêra.




Beijinhos e portem-se mal!! ;)