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segunda-feira, 13 de junho de 2016

Por Orlando

Boa noite.

Não sei como falar neste assunto. Aliás, o melhor era não falar - virava a cabeça e fingia que nada tinha acontecido mas... não. O que aconteceu é demasiado grave para não falar e, aquilo que sinto e choro, tem de ser passado em palavras.

O que aconteceu em Orlando é... triste. Homens (como eu e tu), foram mortos por serem aquilo que (eu e tu), somos. "Aquilo que somos", não foi escolhido nem por mim, nem por ti, nem por ninguém - somos assim, ponto.

Eles (e podia ter sido, eu e tu) foram mortos. Não - foram assassinados. Cada uma daquelas pessoas, com vidas únicas, com vidas cheias de esperança e futuro, foram interrompidas por alguém que não concordava com a nossa vida (como se a vida se pudesse escolher!).

Todas as pessoas que estavam naquela discoteca (que podia ser na minha, ou na tua cidade), frequentavam aquele sitio pois sentiam-se seguras, bem, e felizes; e foram mortas. Pergunto: não podia ser eu a morrer ou, até mesmo, tu? Sim.

Hoje, morreu um pedaço de mim. A minha esperança por um mundo melhor, também - afinal de contas, isto podia ser connosco. A continuidade da nossa vida está, cada vez mais, à distancia da sorte de uma má pontaria de um qualquer sujeito. Sim, não tenhamos mais ilusões - o que aconteceu, cada vez será mais frequente e, as antíteses Esquerda Vs Direita, tenderão a agudizar-se; os atentados contra LGBT's vistos antes de eu nascer, voltarão.

Como responder a isto?
Com a única forma que temos, com amor. Não deixemos de ser quem somos, nunca.

Porque neste video, podiam estar os nossos nomes.




Beijos!