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sexta-feira, 28 de julho de 2017

Cigano Gay

Olá Olá!

Ouve-se falar mal dos ciganos (como se fosse novidade!), mas o que fazemos nós para integra-los na sociedade? Eu agora podia ser demagógico e dizer que "até tenho um amigo cigano" mas seria apenas... idiota. Há ciganos bons, como há ciganos maus - como em toda a sociedade, há pessoas boas e pessoas más, e daí? Mas e ciganos gays, há (o Ricardo Quaresma será um deles?...)?
Claro que há ciganos gays, como há gays em todo o lado mas, que dificuldades eles têm perante a sua família e cultura? Hoje, conto-vos algo que se passou comigo... e não há muito tempo!

Estava num restaurante com a minha mãe e reparei logo num homem moreno que lá estava, sozinho. Ele era um tipo perfeitamente comum mas tinha algo que me chamou a atenção, tinha algo de diferente… e ainda hoje não sei o que me captou a atenção nele.

Estávamos nós a comer, quando se chega ao pé do homem um mulher, cigana, com dois filhos muito mal educados. Percebi que a cara dele fechou-se em si própria e lá jantou com a mulher, e filhos. A mulher, a falar com uns jeitos de como lhe estivesse a dar ordens e, os filhos, a mandar tudo pelos ares; ele, não respondia a nada… jantava com a cara enfiada no prato.

Pensei: e se ele for gay? E se aquele homem, for gay, e não pode ser quem realmente é? E quantos homens é que existem, em Portugal e no mundo, que estão com mulheres por… medo da família, amigos, e da sociedade?

Ela levou os filhos à casa-de-banho e ele voltava a olhar para mim… com um olhar doce e envergonhado, como se tivesse a pedir socorro ou simplesmente a transmitir uma mensagem de conformação. Fiquei, naturalmente, triste.

Quantos homens e mulheres estarão reféns de si próprios? Quantos homens e mulheres vêem beijos e mãos dadas na rua, e eles têm que “falar mal” só para não serem “confundidos”? Quantos homens e mulheres é que têm de ter filhos para provarem nos meios onde se inserem que são homens e mulheres “à séria”?

É nestas alturas que penso que sou um privilegiado e, que tenho o dever, de poder ajudar quem vem até mim – porque a diferença somos nós que a fazemos, no nosso dia-a-dia, no nosso trabalho e na nossa escola; junto do café que frequentamos e do mini-mercado que vamos fazer as compras da semana. É o respeito que nos une, a todos.

Também já escrevi sobre os refugiados LGBT's na Europa... por favor, não se esqueçam deles! =/

Uns simplesmente vivem, enquanto para outros, é apenas um sonho!




Beijinhos e portem-se mal!! ;)

terça-feira, 25 de julho de 2017

APAV p'ra inglês ver

Olá, boa noite.

Já tive que recorrer à APAV e é uma experiência a não repetir. Fui tratado como um dado estatístico e, a pessoa com quem falava parecia que estava a fazer um frete e sempre atenta ao relógio!

Vou começar pelo início. Após a saída de casa, por parte do meu pai, eu e a minha mãe ficamos às aranhas - precisávamos de orientação. Num dia à tarde, no programa televisivo da Fátima Lopes, houve uma parte dedicada à violência doméstica com um representante da APAV, onde os telespectadores podiam ligar e expor algum caso.

Uma amiga da minha mãe, que via o programa, ligou e entrou em directo, contando resumidamente o nosso caso onde fez questão de dizer que não sofríamos de violência física. O Sr. da APAV disse que nos poderiam ajudar e que, após o fim do programa, iam voltar a falar mas já com a minha mãe e com uma exposição da história mais detalhada. Nesse mesmo dia, passado umas horas, a minha mãe estava em casa dessa amiga e falou com uma Sra da APAV, contando a história... falaram durante 1 hora e de nada serviu: afinal, a APAV, não ajuda situações onde não haja lugar a violência doméstica e comprovada por um clínico. A minha mãe e a sua amiga, ficaram parvas! A APAV é um embuste.

Achei que algo não batia certo e, resolvi eu ligar para a APAV (passado uns dias). Atende-me uma senhora, onde conto a nossa história. A senhora, vai-me fazendo questões de despiste e a desvalorizar tudo o que dizia; mas tudo bem... Começo a pressionar de forma a perceber que ajudas nos poderiam dar e então é isto: apoio psicológico será até 4 sessões e se passar por duas entrevistas por técnicos que o afirmem como necessário; casa-abrigo se sofresse comprovadamente de violência física conjugal e, eu como filho, caso sofresse de violência física comprovada, não me poderiam ajudar; indo para a casa-abrigo, teria que se despedir do trabalho e deixar de contactar a sua família; recorrendo à casa-abrigo, o apoio seria temporário, depois a pessoa teria que se virar sozinha. No fim, visto que já falávamos há 1 hora, a Sra despachou-me; eu, a notar isso, perguntei se podíamos continuar a falar e ela disse que não, que tinha que se ir embora e nem adiantava falar com uma colega (coisa que solicitei) visto que ela tinha dito que era preciso sobre o assunto. O que dizer a isto?!

Em suma, a APAV fala fala fala fala e não se vê a fazer nada. Mais uma associação para riscar da minha lista. É uma vergonha, este tipo de associações que recebem dinheiros públicos, fazerem este tipo de coisas. Mas... houve outra associação que nos ajudou, sem exigir nada em troca - porque há associações que trabalham de forma responsável e eficiente e não têm tempo de antena! =(

Porque a APAV é demagógica!




Beijinhos e portem-se mal!! ;)

P.S. - Soube-se hoje que o Festival da Canção 2018 decorre em Guimarães, e a Eurovisão em Lisboa!

sexta-feira, 21 de julho de 2017

TU NÃO PRESTAS

Oi gente!

Serviu a carapuça? Óptimo, era mesmo para isso - agora desopila daqui!
Não te serviu a carapuça? Então lê o texto de hoje onde asseguro... será impróprio para cardíacos!
Não aturo merdas. É que não aturo MESMO! Nunca aturei. Antigamente cala-me, hoje digo-o (embora ainda não tantas vezes quando o devesse) e, as consequências são maravilhosas! =D

Deixam de nos falar? Falam mal de nós nas costas? Mas vocês vivem onde, no Mundo Encantado dos Brinquedos? Quem não nos trata bem, não precisa de falar connosco e o que dirá nas nossas costas será mal, certamente. Há que agarrar os colhões que temos e fazer-nos à vida: parar de lamentos!



Na vida, tomamos imensas decisões: umas acertadas e outras nem tanto todavia, o melhor disto, é que vamos ganhando experiência e aprendemos a relativizar as situações mas... irá magoar-nos sempre uma traição; quando deixar de nós magoar, significa que deixámos de ser Humanos logo, deixamos de nos Amar. O Amor próprio acarreta a tomada de decisões que, por ventura, possam ser contra-a-corrente. Temos pena - se é aquilo que achamos, intrinsecamente, ser o correcto, devemos seguir.

E aqui entra a blogosfera. Em 2015 escrevi sobre o estado da blogosfera e, visto que já passaram 2 anos e, com isso, o surgimento natural de relações com os outros bloggers da blogosfera portuguesa, a minha opinião alterou-se e... não substancialmente para melhor.

Mas a culpa é minha. Eu já cá ando há quase 10 anos; parte da minha adolescência foi a ler outros blogues e, com isso, comecei a pensar que todos eles eram filhos da sabedoria d' Eru Ilúvatar mas não. Os blogues são escritos por pessoas. E, tal como sabemos à priori, há pessoas boas e pessoas más. Quando sabemos que são pessoas boas ou pessoas más? Através da experiência.

Os jogos online são uma óptima montra para ver a podridão Humana e, por me irritar tanto, cada vez dedico-me menos a esse meu vício consentido e desejado. Lá, as pessoas, só para não perderem as suas casinhas ou para não irem para a guerra, preferem ir para a equipa inimiga mas depois dizem "Não é nada pessoal". Faz-me lembrar aqueles gajos que batem nas mulheres, "nada pessoal".
Na blogosfera também "não é nada pessoal", onde na verdade... é tudo pessoal.



Sou um blogger diferente de todos os outros e, admito-o, faço-o por isso. Sou bom nisso. Todos os blogger's são narcisistas e... casmurros! Os leitores não fazem ideia das horas que se perdem para escrever um texto. Sim, este texto que vocês agora estão a ler, é um bom exemplo. Agora, imaginem escrever-se textos, fazer parcerias e organizar encontros da blogosfera... são horas, muitas horas dedicadas a esta realidade cibernética. Só sendo casmurro é que é possível. Só amando muito "isto tudo" é que é possível. Nenhum outro blogger do passado, fez tantas coisas em simultâneo do que eu.

Cresci. Já não sou o' Adolescente que partilhava os meus desejos diários pelo meu professor de Educação Física (o TP ainda hoje me dá calores!). Sou alguém que gosta de partilhar a sua vida, opinião e... sentimentos. Escrevo coisas para mim e, se os outros concordarem com elas, óptimo.

O Adolescente Gay, isto é, eu, estou na blogosfera na mesma forma que estou na vida: a trabalhar honestamente e através da verdade. Se sou o blogger gay mais fazedor de coisas que alguma vez existiu, não se deve que os blogger's anteriores fossem piores do que eu ou, que os actuais sejam fraquinhos: significa que eu faço e, eles, não. Não me lamento, concretizo. Ponto.

Não vou estar aqui a dissertar sobre "Como se faz um blogue em 10 passos" mas, a blogosfera não é uma democracia, apesar de ser democratizada. Isto é, no meu blogue, mando eu. Tal como nas vossas casas, quem manda são vocês. Não é por receberem em vossa casa o vosso melhor amigo, ou um familiar, que faz dessa pessoa dona da casa; tal como eu publico (ou deixo publicar) neste blogue aquilo que autorizo, com base naquilo que acho correcto. Nos e-mails que recebo (que são muitos), por exemplo, não respondo a todos com a mesma rapidez... havendo alguns que nunca irei responder: vocês respondem a quem vos trata mal? Logo vi que não.

Dá trabalho "fazer coisas". Dá trabalho ser alguém na vida e, é tão mais fácil puxar o tapete do que, pelo menos, não atrapalhar. Contudo, não me deixo levar - nunca! - pelos filhos de Melkor! Conheci, na blogosfera, homens e mulheres encantadoras e que espero que possamos nos conhecer melhor, ao longo dos anos e, outras pessoas, que a sua pseudo-intelectualidade não passa de estrume cerebral.
E seguirei o meu rumo. Se tiver ao meu lado pessoas, melhor; se não, sozinho. Estar sozinho não me desmotiva, permite-me concentrar no que realmente importa para mim (seja lá o que isso for!).

Os Humanos, são naturalmente maus mas, devido a uma processo psico-social, ficamos "bons". Contudo, para algumas pessoas o que lhes faltou não foi convivência Humana - foi mesmo uns pares de estalos quando eram crianças e, agora em adultos, apenas dizem "não é nada pessoal". Não ter os colhões no sítio leva a este género de frases idiotas, tal como "não é defeito, é feitio" e agora o quê? Temos de passar a mão pela cabeça da pessoa e dar um beijinho na testa? E agora, ir aquecer um copinho de leite e ajeitar os lençóis à pessoa quando vai para a cama? Puta que os pariu! Se há malta que não tem coluna dorsal, eu tenho! Não vou em cantigas nem em merdas de "fica bem!" - o caralho!

Sabemos todos que existe gente difícil de suportar e que, por vicissitudes da vida, acabamos por nos cruzar com elas mas, será a melhor forma entrar em contacto directo com elas? Sempre que nos virmos, partir para a pancada, seja lá onde se estiver? Ter colhões não significa ser estúpido.

A melhor forma é ignorarmos quem não amamos - é a única forma de nos respeitarmos enquanto indivíduos. Recorrer à barbárie, peixeiradas e conversas de "faca e alguidar" não nos trás o amor do passado (aquele que, em tempos, tivemos por essa pessoa), apenas nos infecta com tudo aquilo que queremos ter longe: o in'mor - não amor ou falta de amor. Amor, como já me conhecem, não significa amor sexual: amor no sentido de sermos respeitosos, educados, carinhosos. Mesmo que a outra pessoa nos faça passar por uma terrível humilhação pública, não devemos ripostar; isso seria descer ao nível que intelectualmente não estamos - nunca se contraria um maluco, lembram-se?!

E este é a minha filosofia de vida. Seguir, sempre, com os meus objectivos (estando ciente das consequências disso [já repararam que os tolos conhecem-se todos?!]) mesmo que me faça - momentaneamente - ficar só; continuar a Amar quem atravessa no meu caminho e; ter sempre os olhos bem abertos - a inveja é uma neblina cerrada mas... não nos devemos desviar da nossa vida.

Você se faz de louca
Mas estou sacando seu veneno
Não vem na minha sopa
Não vem no meu terreno

Um beijinho no ombro p'rás invejosaaaaaaaaaas! =D




Beijinhos e portem-se mal!! ;)

terça-feira, 18 de julho de 2017

Saldos de Inverno '17

Olaré!

Sei que já vai tarde... mas mais vale tarde do que nunca! Depois de uma Black Friday incrível, em Janeiro comprei o meu primeiro fato! YUPIIIIII i'm a man!!!! xD

Nos Saldos de Inverno do ano passado, gastei 41,97€ e, este ano... foi 62,98€!!! =/ Enfim, já precisava de um fato: um gajo não sabe quando vai morrer mas uma coisa é certa - tem de ir de fato! A morte não escolhe hora mas uma coisa é garantida: há que meter inveja aos pindéricos que vão ao nosso velório falar mal de nós; a inveja de um morto é bem mais fria do que a inveja por um vivo - pois alimenta-se. E, quando a inveja é reflectida pela cor do nosso (muy nobre) sangue? Azulão!

Depois de ver os "restos" de toda a loja, apaixonei-me por esta cor jovem e de corte clássico! =)
Que belo... azulão! xD
Uma semana após a passagem-de-ano, já pouco havia para escolher. Felizmente, este fato tinha as duas peças: blazer e calças. O blazer (código 5651/568/401), inicialmente custava 99,95€ e, neste momento, estava a 39,99€ (sim, 40€ é o preço de um blazer normalmente) o tamanho é que me assustou! Todas as minhas camisas e camisolas são Tamanho S (excepto 2 modelos da Massimo Dutti que eram M) e, o tamanho que me assentou melhor foi um 48... 48?? WTF??? Mas sim, é verdade.
Eis o fato de cor azulão
Depois, as calças. Bom, serviu-me (como seria de esperar) o 40, com uma folgazinha (código 5652/568/401). Aqui, o preço inicial era de 49,95€ e custou 22,99€. Todo o fato é slim fit, o que proporciona maior elegância. Este fato custaria, sem promoções, 149,90€ mas ficou-se pelos 62,98€!

E sim, não comprei mais nada... os saldos não estavam grande coisa mas, não desesperem: em Setembro, irei partilhar com vocês as comprinhas que tenho feito este mês! Saldossaldos, SALDOS!

E o tempo quente faz-me lembrar Jennifer Lopez e homens que palpitam o meu coração'zinho... *.*




Beijinhos e portem-se mal!! ;)

sexta-feira, 14 de julho de 2017

Corrida "in" Glória

Olá rapazes!

O que vos conto hoje já se passou em Janeiro, na época de Exames, do 1º Semestre.

Num dia-sem-importância de Janeiro, tinha "o" Exame do ano. O Exame da cadeira mais importante de todo o 1º ano do meu curso, o Exame mais lixado do 1º ano, com o professor mais importante de toda a licenciatura. Era "o exame"! "Aquele" exame. O professor tem uma série de contactos na nossa área e, pode arranjar trabalho a quem ele quiser. Ele é "o professor" e, aquele, o exame que caso façamos má figura, ficamos muito mal vistos para com a pessoa... mais importante da licenciatura!
Tudo conta quando se está com tal personalidade: a roupa, a conversa, e a empatia.... Também convém que digamos alguma coisa de jeito, naturalmente. Assim, naquele dia-se-importância, tinha um plano de ataque bem definido: sair de casa 2 horas antes do exame (não fosse o Diabo tecê-las), vestir uma roupa semi-formal mas com apontamentos que marcassem pela diferença e... uma calma surpreendente. Tudo correu bem até ao momento que sou confrontado com um contra-ataque!

Lá saí de casa, horas antes do Exame. Comi bem (ter fome no meio de uma prova não dá com nada), barbinha feita, perfumado e bem jeitoso. Lá fui, elegante, para um exame escrito. Tudo corria bem se não fosse o metro, em Janeiro, ter decidido atrasar-se. Lá apanhei o metro e saí na minha estação para depois apanhar o autocarro que me levaria à faculdade. Estava eu, muito feliz e contente da minha vida, a subir as escadas do metro quando vejo, a passar, o meu autocarro - sim, aquele autocarro que faria chegar cedo ao exame! Pensei: "Vais correr para a paragem seguinte, e vais conseguir apanhar!"!

Lá me virei, e comecei a descer as escadas, a correr! Toda aquela estação estava a ver correr, com um ar desesperado, um tipo de samarra com sapatos a condizer, e calças justas e de pasta na mão, tudo em tons de castanho; ao mesmo tempo, todo o ar daquela estação não se fazia com cinza de castanhas mas sim, de Calvin Klein, "Be". E lá continuava eu, a correr a correr. A minha testa começava a derreter como um perna-de-pau na praia de Carcavelos às 14:30h num dia-quente-de-Agosto. Mas desistir não estava nos meus planos, corria e corria. Subi então as escadas do metro, já no lado oposto de onde tinha saído e vejo o meu autocarro a aproximar-se da minha 2ª opção. Continuei a correr!

As minhas pernas já tinham perdido a força, parecia que estava rodeado de areia-movediça mas continuava, literalmente, com os "bofes de fora". Consegui então, começar a bater no autocarro, para alertar o motorista para não arrancar! Estava eu a chegar a meio do autocarro, quase a chegar a porta de entrada, ele arrancou. "Filho da puta!" pensei eu "Desistir? NUNCA!"! Apanhei o autocarro que vinha atrás, sabendo que este faz parte do percurso. Alertei o motorista o que se tinha passado e que, "se faxavor" podia tentar apanhar o colega e alerta-lo que tinha um passageiro que tinha pressa.

Neste autocarro, em todas as paragens, havia sempre alguma alminha (que não era gentil e que nem partia), que punha conversa com o motorista da Carris! O motorista, que gostava de conversa, veio-se a ver não era de Lisboa e nem conhecia nada por cá: "Caralho. Estou fodido!" - pensei eu, em jeito de conclusão. Até que o meu autocarro ficou parado na mesma paragem onde estava o autocarro que queria. O motorista fez sinal de luzes para o autocarro e abriu-me a porta da frente, pus-me a correr.

O filho da puta do motorista, arrancou. Não desisti. Ele na estrada e eu, em paralelo a ele, a correr. Felizmente o sinal ficou vermelho e pude ir para a estrada, bater-lhe à porta. O homem, fez-me sinal que não me iria abrir a porta (certo... também estávamos fora da paragem!). Voltei para o passeio e respirei fundo. Aquela folga de 2 horas estava a acabar. Tinha 30 minutos para o início do exame, onde iria chegar atrasado (muito provavelmente!) e estava numa pilha de nervos... estava tudo aquilo que evitei. Resolvi não me entregar ao desesperado. Resolvi recompor-me. Naquela dia frio e seco de Janeiro, estava a soar em bica - se tirasse a samarra iria constipar-me, pois só tinha por baixo uma camisa e blazer. Então, fui para a paragem mais próxima, a andar devagar e a tentar respirar de forma calma. Apetecia-me voltar para casa mas não podia fazê-lo, tinha "o" exame do 1º ano do curso!

Cheguei então à paragem, à espera do autocarro que me ia levar ao exame. Estava a hiperventilar e a ter inícios de ataques de pânico (coisa que não tinha há anos!), resolvi já há bastante tempo não tomar nenhum tipo de calmantes (um gajo tem de saber lidar com os problemas da vida!) então, resolvi beber metade da minha garrafa de água e fechar os olhos, pensando que estaria num campo verdejante onde só se ouvia a brisa da montanha, baixei a cabeça e com um papel seco, limpei o suor que escorria-me pela nuca. "O Karma não me vai lixar!", pensei eu. Recompus-me e tive pensamentos felizes - afinal de contas, sou um rapaz giro e estava super "in" naquele dia!

O autocarro chegou e levou-me ao Exame. Cheguei à faculdade 20 minutos depois da hora do início do Exame. Saí do autocarro e pus-me... a correr! Eu, feito doido, entrei pela faculdade dentro, numa atitude tresloucada e desesperante! A 2 metros de chegar à sala parei, ajeitei o cabelo, tentei pôr um ar natural e entrei na sala. GRAÇAS A DEUS que o Exame, ainda não tinha começado mas quem lá estava? Bom, o meu professor a explicar a estrutura do Exame e, para nos vigiar, o professor famoso. Não, não é o mesmo do ano passado! Este, vai com regularidade à televisão e escreve livros e essas coisas. Fiquei no último lugar, da última fila, ao lado da janela. Os meus colegas, a olharem-me como se eu fosse um E.T. e aí percebi que algo não estava bem mas mantive a minha cara de "Têm algum problema? Oiçam o professor!". O Exame chegou, tal como os meus mini-ataques de pânico.

Tentei, durante o Exame, ter pensamentos felizes e estar concentrado. Mais tarde, os meus colegas disseram-me que, quando cheguei à sala, tinha um ar de quem tinha chegado de fazer a maratona: confirmei-lhes os pensamentos, afinal, tinha sido por demais evidente. A minha corrida para o Exame tinha sido inglória e, só prova, aquilo que queremos comprovar: por mais que o Destino nos tenha tramado o dia, há que mostrar ao "engenheiro" que, quem manda no pedaço somos nós! Tomaa! =P

Mesmo quando perdemos a cabeça, devemos mantê-la erguida!




Beijinhos e portem-se mal!! ;)

P.S. - Passei ao Exame... com 10! xD

terça-feira, 11 de julho de 2017

Montepio: cadê a cegonha?

Olá.

Não confio nos bancos. Aliás, há algum português que confie? Mas há um banco, em especial, que fodeu-me à grande! O Montepio recorreu a meios ilegais para fazer-me um despejo... ilegal!
Tramou-se, que eu só fodo o que quero e, o Montepio, não faz bem o meu género de homem!
Faz agora agora 2 anos que passei um Verão quente, contra o relógio. Aquando da separação (de facto) dos meus pais, havia um assunto para resolver: a casa. Para comprarmos a nossa casa XPTO, tivemos que recorrer a um empréstimo bancário (nós e mais todos os portugueses) onde, visto que a minha mãe ganhava menos que o meu pai e, visto que ele saiu de casa, a mensalidade da prestação da casa ficou diante um dilema... ou a minha mãe pagava a totalidade da prestação da casa e não pagávamos mais contas e nem comíamos ou, pagava metade da prestação mensal e conseguíamos viver - assim foi. O banco foi imediatamente informado de como seria a partir daí (escreveu-se uma carta ao gerente daquele balcão) mas... sermos honestos nem sempre é algo positivo!

O tempo foi andando, e a minha mãe foi continuando a pagar da prestação mensal, saiu a sentença de divórcio e ai as coisas começaram a azedar. Passado uns dias recebemos uma carta assinada por uma advogada do Montepio a indicar-nos que teríamos 2 meses para abandonar a casa, por valores em dívida. É difícil ver uma luz ao fundo do túnel, principalmente quando não percebemos de leis e temos de arranjar formas de elas estarem no nosso lado (se ainda houvesse advogados decentes... é que são todos maus ou caros!).

Por milagre (ou simples boa vontade?), não houve despejo. Conseguimos. A prioridade era vender a casa e assim, houve luz ao fundo do túnel... a luz é apenas e só composta de Amor, de pessoas - pessoas que nos ajudarem (em palavras e actos) que, sem elas, nada seria possível. Contudo, encontrar casas em Lisboa a um preço acessível é impossível -  tínhamos de ir para alguma casa depois de vender onde estávamos. Contudo, ainda houve espaço para uma Acção de Despejo ilegal por parte do Montepio onde, até uma advogada incompetente conseguiu que tal não acontecesse. O Montepio agiu de má-fé, foi negligente e uma série de umas tantas coisas puníveis. A casa vendeu-se e foi a altura de um novo início - vão se embora os anéis, mas ficam os dedos!

(Na véspera do 7º Jantar Anual da Blogosfera, recebi uma notícia definitiva... mas depois conto)

Já há muito que o Montepio tem dado notícias de falta de liquidez, onde se encontra em falência técnica. O pateta do Presidente do Montepio insiste, há mais de 2 anos, em dizer que o banco está bem... o banco, quis ficar com a minha casa com algum interesse; qual, não sei. No ano passado, surge uma nova notícia, em que o Montepio passou por uma reestruturação, com o fecho de balcões e despedimento de funcionários - isto acontece quando uma empresa está saudável? Mais recentemente, há a notícia em que a Santa Casa vai ser accionista do Montepio... WTF?!

Porque raio é que a Santa Casa vai entrar no Montepio, se aquilo está mal?? Para quê? A Santa Casa é uma instituição social, com fins bem claros... entrar num banco? E os valores estatutários da Santa Casa? O Montepio está mal, há anos, mas porquê entalar uma instituição social de extrema importância? O Montepio está mal, com uma crise de valores morais e financeiros há muito!

Apenas ponho uma questão: cadê a cegonha?

Este vídeo é como o banco: mesmo com várias alternativas... dá merda. E quem se trama, é o povo!




Beijinhos e portem-se mal!! ;)

P.S. 1 - E não é que continuo a ter uma gigantesca vontade em ter um cão? A minha mãe não quer! -,-
P.S. 2 - Fez ontem 1 ano que ganhamos o Europeu de Futebol! Weeeeeeeeee! "Ganhamos caralho!"

sexta-feira, 7 de julho de 2017

A capa da homofobia!

Boa noite.

Foi lançada hoje a nova edição da revista "Cristina", onde em cada uma das duas capas, há um beijo homossexual: um gay, e um lésbico. Mas há que saber: porquê?
As capas da TIME em Abril de 2013 e as capas da CRISTINA em Julho de 2017
Antes de mais, tenho de fazer uma declaração de interesses: não sou fã da Cristina Ferreira. Já estive pior, é certo, mas continuo a evitar as intervenções desta apresentadora todavia, quem já não suporto ouvir é o demagogo Manuel Luís Goucha... Enfim, a Cristina tem vindo a subir na minha consideração, ao invés do Manuel Luís Goucha (e do estúpido do Quintino Aires)!

Reconheço, naturalmente o esforço da Cristina mas não me atirem areia para os olhos, ela não faz tudo com o seu próprio punho: não é ela que está a tratar da revista, nem a escrever livros, a tratar de perfumes & outros, a fazer dois programas de televisão, a assumir funções na direcção da TVI, a ser dona de uma loja de roupa, a cuidar de um filho.... e ainda dormir. Não, não é ela. Tal como a Assunção Cristas: acham que ela é candidata à presidência da câmara de Lisboa, presidente de um partido, deputada, cuida de meia-dúzia de filhos e ainda tem de ir buscar a renda que os inquilinos lhe pagam... isto é, uma meia-Lisboa! Poupem-me, claro que não! Ambas têm uma equipa incrível por trás, é certo; ambas dão a última palavra em relação a tudo, é certo; mas fazer tudo? Pois é...

A capa deste mês é perfeita para uma silly season! Porquê lançar uma capa polémica num mês rentável? É parvo! As capas fortes são lançadas nos meses onde a previsibilidade nos indica que não é rentável logo, há que fazer uma grande aposta que, para o público-alvo desta senhora, que é: a classe média-baixa, com uma faixa etária 35-65 anos, mulheres, com baixa instrução, que vivem nos grandes centros urbanos. Isto é, a Cristina dá... farelo. Bom, até agora não há novidade alguma mas, o caso muda de figura quando se é (nada!) original no combate há homofobia. A Cristina é espertalhona.

Poderia ainda entrar por uns caminhos que não quero, como por exemplo: ambos os casais são brancos e estão na casa dos vinte e muitos, trinta e poucos; porquê? Porque não apostar num casal cinquentão e num casal onde um (ou os dois) protagonistas, fossem notoriamente estrangeiros? Será que é para criar a sensação de familiaridade, visto que as senhoras que compram a revista sentem que pode ser algum filho ou neto naquela situação? Não, ela não faria isso... Ou faria? Lá está, farelo.

O 'tuga, autoflagiliza-se. Acha-se fraco e que todos são bons excepto ele próprio e, a comunicação social, em vez de dar auto-estima ao povo não, perpetua a tragédia da nossa existência. Somos uns coitados. Uns verdadeiros... coitadinhos. Ou então podemos ver o copo pelo meio-cheio.



Não sou apologista da autoflagelação da comunidade onde me insiro. Acho que devemos ter um orgulho natural de quem nós somos; não é a nossa orientação sexual que faz pessoas limitadas, é a nossa cabeça. Já temos direitos, e agora?

Tal como já disse no mês passado, nós temos de começar um trabalho... que ninguém quer fazer: mostrar que é natural sermos o que somos, quer para fora da nossa comunidade, quer para dentro.
É deplorável ver gays a discriminar que seja (aparentemente) sexualmente passivo; é deplorável ver gays a discriminar pessoas trans; é deplorável ver gays a discriminar as lésbicas; é deplorável ver os gays a discriminar os heterossexuais. Caça às bruxas, não!

O actual problema da nossa comunidade, é a intolerância e o snobismo. É triste ver jovens gays mais novos do que eu (assim com uns 16/18 anos) chamarem nomes feios aos heterossexuais... que merda andamos nós a fazer? Temos de, urgentemente, ganhar Amor próprio - parar de aplaudir a quem dá peidos publicamente, melhor dizendo, a dar prémios a quem faz o seu trabalho... bom, parece-me evidente que a Cristina irá ganhar um prémio da ILGA, por ter feito estas capas.

É altura de parar com os 'ismos desta vida: machismo, feminismo, e o achismo. Cada um deles leva-nos a demagogia e a um atraso social tremendo. Demos investir o nosso tempo nas relações com as outras pessoas; temos de aumentar os 'ares desta vida: cafézar, esplanar, e conversar. Devemos Amar os outros, sem rótulos disto ou daquilo. Respeitar todos, na mesma medida que gostamos que nos respeitem. Quando tivermos noção da nossa grandeza enquanto indivíduos dotados de Amor, este tipo de linha editorial não terá espaço no nosso amado país.

Os bons exemplos, que existem, devem ser olhados com naturalidade, sem mediatismo próprio de um país em desenvolvimento. Portugal tem um alto índice de homofobia? Comparando-o que quem? Comparando-o em que datas? Portugal tem um longo caminho a percorrer, é certo, mas a última etapa desta corrida de resistência não é dos outros, é nossa - temos de fazer o trabalho interior de gostarmos de nós próprios e, consequentemente, amar o outro. Mas não em palavras, em actos!

Fiquem com o hino do "World Pride 2017" Madrid - A Quien Le Importa!




Beijinhos e portem-se mal!! ;)

terça-feira, 4 de julho de 2017

Melanze Line Modus Vivendi

Olá!

Depois da bombástica publicação de Maio, com o modelo Javier FA, deu-se início à época balnear!!!
Saibam mais sobre estas cuecas
Hoje, dou-vos a conhecer mais duas linhas de Verão da Modus Vivendi, em que uma é através de vídeo e, a outra, com 3 magnificas fotos que retratam fielmente a beleza helénica com o modelo
Anatoli Georgiev, sendo fotografado (por Vangelis Kyris) em vários locais da paradisíaca ilha de Santorini (na Grécia). Mais uma vez, todos os gostos masculinos, podem ficar satisfeitos neste Verão!
Saibam mais sobre esta camisola
A linha Melanze é composta por cuecas, calções e camisolas em tom de cinza, azul e vermelho.
O antigo estilo Hellas, combina agora uma modernidade numa nítida beleza intemporal. Toda a colecção é feita a partir de uma qualidade superior, tecidos de secagem rápida, evitando incómodos!
Saibam mais sobre estes calções
Vá, mandem vir o que vos ficará melhor! Eu já recebi vários produtos e tudo veio perfeito!

Para quem faz desporto de forma amadora ou profissional, pode adquirir produtos da PROZIS
com 10% de desconto em todo o site através do código AG10!!! Vá, poupem dinheiro!

E este é o vídeo da linha "Elegant" da Modus Vivendi! Mas que bela piscina (e calções!)!... =P




Beijinhos e portem-se mal!! ;)