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sábado, 2 de maio de 2015

Dia da Mãe

Olá!

Verdade, amanhã comemora-se o Dia da Mãe.


No outro dia estava a conversar com duas gajas, sobre que relação que tenho com a minha mãe e elas chegaram à conclusão - e eu também - que sou incapaz de demonstrar a ela o quanto a amo. Porque não o faço? Porque não quero parecer fraco/frágil perante a situação. É parvo? Talvez.

Uma delas dizia - "O que você tem a mais tem a sua mãe a menos. Você é lógico, pragmático e não é afectivo. A sua mãe gosta de sentir que tem afectos e rege-se por isso." e continuava "Você tem de se tornar mais afectuoso e a sua mãe mais pragmática."

Eu lá dizia - "Percebo-a, mas não sou capaz de ceder. Não sei se me faço entender... [Sim sim, faz] para mim, mostrar que gosto dela é, como costumo dizer "gargalharmos juntos". Quando o fazemos, fazemo-lo bem e transmito a minha afectuosidade por aí..."

A outra interrompeu a rir-se "Pois... Mas tem de dizer - nem que seja de vez em quando - o quando gosta dela."

Mas eu não sou assim. Não consigo. Não sou capaz dizer à minha mãe o quanto a amo e quanto ela é necessária para mim. E ela é um pouco idêntica a mim (talvez por eu ser Carneiro e ela Touro). Estamos mais juntos do que nunca, vivemos no nosso mundo, temos as nossas rotinas. A nossa família somos nós dois.

Quando estávamos a terminar a conversa, atiro a teoria de Schopenhauer para cima da mesa. Elas, surpresas (deviam pensar que eu era algum paspalho, com certeza) começaram a tirar de mim para ver se eu sabia quem era ele (perderam o seu tempo, aquelas infelizes). Aquela que se tinha rido, começou a falar que nada é para sempre e tal e coisa e é então que digo, num tom filosófico "Nem a família é para sempre" e ela com um olhar profundo e vago, algo pensativo, diz "Pois é... nem a família é para sempre..."

Para minha mãe:




Beijinhos e portem-se mal!! ;)