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quarta-feira, 19 de outubro de 2016

MOTELx 3/4 2016

Olá, como estão?

Depois de vos ter falado do dia 8 de Setembro, e do dia 9 do mesmo mês, no que diz respeito aos filmes que vi aquando do Festival internacional de cinema de terror de Lisboa (MOTELx), hoje é dia de mais filmes mas, desta vez existe um filme muito mau e, outro filme excelente!
Eis os bilhetes dos filmes que fui ver dia 10 de Setembro, no MOTELx
The Strange Case of Dr. Jekyll and Miss Osboune (francês, de 1981), retoma uma história escrita por um viciado em cocaína e, deste modo o realizador mostra uma acção que se desenrola numa só noite, onde o protagonista mergulha num banho de produtos químicos para emergir num monstro. Este filme também é conhecido por "Docteur Jekyll et les femmes" e é uma obra do cinema surrealista.



O filme é mau. Não é mau, é péssimo. Quando terminou, ninguém da sala (que estava lotada!) bateu palmas. Foram os 90 minutos mais mal empregues das nossas vidas. Como vos hei-de explicar... o filme é completamente lento (para não dizer parado!), onde tudo é esticado ao máximo, sem o mínimo de sentido. O argumento é fraco, as personagens acéfalas... mau, mau, mau!!!!
O que não era mau, era o tipo tatuado, com cera no cabelo e com pulseiras no pulso, e que estava acompanhado pela sua namorada... o tipo sentou-se ao meu lado e... OMFG, que pão!!!! *.*

A curta, Por Diabos (de Portugal, 2016), conta-nos a história sobre uma professora desaparecida blábláblá - boring!!!!! Felizmente, a longa que viria a seguir, foi magnífica!! =)
Este, para mim, foi o MELHOR filme dos 8 que vi, no MOTELx!



Under the Shadow (da Jordânia, Catar e do Reino Unido), deste ano, conta-nos uma história vivida em 1988, em Teerão, aquando do 8ºano do conflito Irão-Iraque, juntamente com a revolução no seu país, e que afectam a relação de uma mãe e filha. Enquanto lutam para se manterem juntas, uns espíritos parecem ter entrado no seu apartamento e, a partir daí, a mãe pensando que os espíritos querem a sua filha, confronta-os.

O filme é espectacular! Tem poucos mas bons sustos (imaginem toda a sala Manoel de Oliveira a saltar da cadeira, quando uma mão agarra o pescoço da mãe da catraia), uma densidade crescente ao longo da trama, uma história local e, simbolicamente, a lona com que ela tapa o buraco do tecto, transforma-se numa burca que é usada pelos espíritos... brilhante, brilhante, brilhante! Recomendo!

É já na próxima semana que esta rubrica termina mas, sem antes irmos a um restaurante de kebabs!


Beijinhos e portem-se mal!! ;)