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segunda-feira, 26 de junho de 2017

Annus Horribilis 2016

Olá meus queridos, boa noite.

O ano passado foi repleto de falecimento de inúmeros artistas: o ícone da pop David BowiePrince, Pete Burns, e Leonard Cohen. Na 7ª arte, morreu o “professor Snape”, Alan Rickman, e "Willy Wonka", Gene Wilder. Por cá, Nicolau Breyner e Camilo de Oliveira, engrossaram os falecimentos artísticos; na literatura, perdemos Umberto Eco. No desporto, vimos partir o pugilista Muhammad Ali, e da política nacional e internacional, o Almeida Santos e Fidel Castro.

Houve ainda lugar para uma tragédia familiar: as actrizes Carrie Fisher e Debbie Reynolds, filha e mãe respectivamente, morreram com apenas um dia de diferença...

Desapareceu também o cantor George Michael. E hoje, quero falar sobre este assunto.
O cantor Rui Veloso, escreveu esta mensagem aquando do falecimento de George Michael
A 25 de Dezembro, dia de Natal, faleceu George Michael (um dos maiores icons gay mundial) e, com isso, uma informação que se tornou viral: a declaração nitidamente homofóbica de Rui Veloso. Sei que nada vos surpreende, aliás, todos sabem mas há algo que deixaram escapar (por mera distracção)... ele actuou na passagem de ano, em Lisboa, sem alarido. Aliás, não vi manifestações publicas, passado aquelas dias da ressaca natalícia sobre este assunto. O activismo tem hora marcada?

Depois, nos Óscares, o fadista João Braga veio ter uma declaração idêntica a de Rui Veloso com a agravante de para além de ser homofóbico, foi racista... Não houve, passado bastante tempo, uma manifesta reflexão e atitude por parte dos activistas que vão orgulhosamente bater a tua orientação sexual contra um estabelecimento comercial bem no centro de Lisboa (pode-se discutir a política da barbearia Figaro's? Claro, mas não é com atitudes de puro vandalismo, que envergonha quem luta por maior igualdade dentro e fora de casa; pelo que se luta contra, fazer igual... não, não se faz!...)!
O fadista João Fraga, escreveu esta mensagem aquando da atribuição dos Óscares 2016
Deste modo, só há uma forma de nos orgulharmos de sermos naturalmente gays e não, não é irmos agredir quem não o seja nem discriminar os heterossexuais que vão à Marcha ou ao Arraial;
é aceitarmos as pessoas, tal como elas são: homens e mulheres, homossexuais e heterossexuais, novos e velhos, brancos e pretos. A luta contra a discriminação deve ser em todos os sentidos.
Meus queridos, chega. Nunca se esqueçam de Orlando, lutem pelo Amor, e não com ódio!

Sábado não fui ao Arraial Lisboa Pride. É altura do cartaz deixar de ter as Kátias Aveiro desta vida.
A ILGA não tem orçamento? Claro, é por isso que sou completamente de acordo em instituições privadas (bancos e não só) financiam, através de doações, este e outros projectos LGBT's. Quem trabalha em prol de uma comunidade, não conseguindo autonomia financeira, deve acolher junto de instituições privadas o financiamento necessário para se manter no activo dignamente (acham que os flyers, por exemplo, não custam dinheiro?) e com um crescimento social e responsável.

É altura de Portugal ter um planeamento sério do turismo LGBT, com uma gestão inteligente da Marcha e do Arraial de Lisboa (por exemplo), fazendo o que se faz lá fora e com excelentes resultados:a Marcha e o Arraial serem no mesmo dia, e com um cartaz de luxo, com empresas privadas a financiar parte do evento.Deixem que "os outros" façam parte da nossa luta, que nos amem!

A música que veio fazer o coming out de George Michael... animada, como só ele sabia fazer! =D




Beijinhos e portem-se mal!! ;)

P.S. - Demetrios Hrysikos, criou ainda a campanha Help protect Betty White from 2016, onde propôs-se manter a actriz de 94 anos “sã e salva até ao dia 1 de Janeiro de 2017”. #ProtectBettyWhite xD